CORDEIRO de ITIÚBA
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CIBÔLA BRABA
 
Dia desses sonhei que tinha visto, não sei onde, não sei o que. Só sei que a imagem não me saía da cabeça. E fiquei matutando, até que pimba: caiu a ficha! O lugar era o meu Urubu, na minha ITIÚBA e o que eu tinha visto no sonho, era CIBÔLA BRABA. Sim senhor, CIBÔLA BRABA! Porque foi assim mesmo que aprendi falar, foi assim que minha avó me ensinou a falar. Dizendo, meu fio, isso não é uma FULÔ qualquer, ela é venenosa. Isso, é a FULÔ da  CIBÔLA BRABA. Não mexa nela! Sim senhor, era assim mesmo que ela falava. Porque no meu Nordeste, nós temos um dialeto peculiar, um vocabulário próprio. Tão próprio, que algumas palavras, só quem é de lá, quer dizer quem viveu, ou vive lá, entende. Eu confesso que atualmente, algumas palavras, agora, que moro no Sudeste, não sei o que quer dizer. Só sei dizer, que bateu uma saudade RETADA, da minha avó, da minha infância, da minha ITIÚBA, do meu Urubu, do meu pai, da minha "mãe" Isaurinha... e, de estar deitado (agora que lá está chovendo), na sombra de um pé de umbuzeiro. Cercado de FULÔ DE CIBÔLA BRABA.

28/10/2020

 
CORDEIRO de ITIÚBA
Enviado por CORDEIRO de ITIÚBA em 02/11/2020
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