CORDEIRO de ITIÚBA
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AS MÃOS DO VOVÔ

Sempre escrevi, ou comentei sobre as MÃOS MAGRAS E BELAS do meu pai (saudade meu velho). Mas hoje, nessa prisão domiciliar que estou, passei a pensar nisso e lembrei que só escrevo sobre as MÃOS MAGRAS E BELAS do meu pai, porque aprendi a escrever, justamente numas mãos (ou numa mão. Não sei, não lembro). Nas MÃOS DO VOVÔ. Explico: vovô, sem enxergar, escrevia na areia do terreiro (a areia do terreiro era o nosso QUADRO NEGRO), eu lia e depois tinha que escrever na mão dele, para que ele através do tato, confirmasse a certidão daquela escrita. Engraçado, né? Se não é engraçado é, no mínimo admirável. Como é que uma pessoa cega, tem essa sensibilidade tátil, de reconhecer se a palavra foi escrita certa, ou errada? Ainda escrevo errado. Além de falar errado, fazer errado (tanta coisa!)... Mas não foi porque ele não me ensinou não! Foi e é, não nego, a minha irreverência, o meu jeito peculiar de ser... a minha irresponsabilidade! Exemplo: a atual situação, exige que pessoas na minha idade fiquem em casa, em isolamento social, como eu estou. E estou, mas não com a rigidez exigida. Volta e meia escapo pela PORTA DOS FUNDOS e vou à feira comprar limão. Mas não sigam meu exemplo. Como eu disse, sou IRRESPONSÁVEL, IRREVERENTE... e tantas outras qualidades negativas para a atual situação, que repito o mote do momento: FIQUEM EM CASA!!!!!!
Assim, você poderá em breve, se DEUS quiser, beijar as mãos do vovô, ou ter suas mãos beijadas.
 
CORDEIRO de ITIÚBA
Enviado por CORDEIRO de ITIÚBA em 27/04/2020
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